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Da periferia para o pau de arara
Nascer ou crescer nos extremos da cidade de São Paulo é uma tarefa difícil. As primeiras barreiras são com a educação, transporte e moradia. Muitos pais de famílias são desempregados ou vive de sub-empregos, a renda per capita é baixíssima. Crianças são mandadas para as escolas públicas muitas vezes para saciar a fome e poucos têm condições de levar ou absorver o pouco de conhecimento passado. Imagine essa cena na década de 60, onde o País passava por uma fase de crescimento econômico e uma onda tsunamica de migrantes brasileiros vinha em direção do sudeste do país.
O mar de gente desembocava em condições mínimas – cultural e profissional – deslocavam para os extremos da cidade para sobreviver. Nesse período o País viveu umas das fases mais escuras e conturbadas. A Ditadura Militar se instalou e o período ficou conhecido como anos de chumbo. Os militares tomaram o poder em 31 de março de 1964 e permaneceram no poder por longo e sombrios 20 anos.
O que um jovem da periferia tem a haver com esse período, parece impossível mais isso aconteceu. Esse jovem tem nome e sobrenome e uma difícil e dura historia de vida contada no livro Náufrago da Utopia, vencer ou morrer na guerrilha. Aos 18 anos (Geração Editorial , 304 págs.).
A coluna revolucionária brasileira era formada por jovens bem vividos, filhos da classe média e alta brasileira e estudantes de colégios particulares e da Universidade de São Paulo, a elite intelectual da época. Os estudantes secundaristas tinham a sua participação, mas através de colégios nobres. O que restou para os colégios públicos foi à condição de soldados subordinados e linha de frente de tarefas também secundárias, e Celso um garoto de apenas 18 anos, morador da zona leste, filho único, entra a fundo na história passando de um pequeno colaborador para um dos personagens mais importantes do período negro brasileiro no curto período de 1968 a 1970.
E o pior de tudo, Celso Lungaretti carregou durante 34 anos a alcunha de delator do movimento, principalmente por causa das críticas do capitão Lamarca na época. Tudo por causa do depoimento dado a imprensa, depois de meses de torturas cruéis e um tímpano perfurado. O garoto veio a público dizer que viver na guerrilha não valeria a pena, ele renegou e foi renegado durante esse tempo pela esquerda brasileira. Mas em 2004 esse engano histórico veio a tona, as palavras que Celso proferiu durante esse tempo que ele renegou a revolução porque foi acuado e fragilizado pela tortura sofrida, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça provou através de documentos secretos dos militares que as palavras de Celso eram verdadeiras e ele deu o depoimento acuado e não delatou ninguém sob tortura, mas não resistiu a extrema violência física e psicológica dos militares.
A tortura foi uma das grandes armas dos militares e Celso conseguir exibir nas páginas do livro o retrato histórico de um tempo que o pau de arara foi o grande instrumento de correção. Celso como muitos garotos da periferia tinha um sonho de ter uma vida melhor, mas o sonho ficou recluso, mas as suas memórias serviram para lembrar de uma época que muitos preferem esquecer.
O livro também é um relato histórico e mostra que os guerrilheiros brasileiros encararam um grande e difícil inimigo: o ego, além da falta de experiência militar dos jovens escalados para lutar armados. Na verdade à esquerda de nomes como Jose Dirceu, Geraldo Vandré, Marighela, Genoino e Lamarca nunca conseguiram se unir para tentar derrubar a ditadura imposta pelos militares. Já os militares vieram unidos e quase aniquilou os grupos revolucionários.
Náufrago da Utopia é um grito entalado na garganta de um jovem que sofreu para mudar o rumo de um País aos 18 anos. As palavras são sensatas e poéticas que exprimem o sangue e a dor de quem viveu e sofreu com os anos de chumbo.
Escrito por Will e Sara às 11h02
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COMO ELES SÃO FEIOS
Todos falam que os nossos políticos são seres feios, primeiro porque a maioria rouba o povo e segundo é porque são assombrosos mesmo. Muitos são velhos, barrigudos ou bregas e as mulheres então meu Deus aja falta de bom senso em usar certas – na maioria das vezes - roupas velhas ultrapassadas e fora de moda, um exemplo Zélia Cardoso de Melo, oh mulher feia. Agora para se ter uma idéia a “musa” do congresso é a cabra-macho Heloisa Helena convenhamos ela não tem nada de atrativo, também com Ideli e Zulae Cobra na disputa, o páreo ficou fácil.
Mas hoje eles não são o motivo das palavras, mas sim a turma que escreve e entrevista esse pessoal todo – os jornalistas, vou citar alguns exemplos que passaram e sempre estão presentes nas cadeiras do programa Roda Viva, eles, os famosos e ocultos profissionais que trabalham nos bastidores do poder.
Ontem o entrevistado foi o ex-presidente FHC e na bancada estava Merval Pereira, do O Globo, com poucas perguntas, mas o sujeito é muito feio, o bigode parece mais uma taturana. Depois, Carlos Marchi, O Estado de S.Paulo, ele parece mais um político, rechonchudo, baixinho e marrento, assusta qualquer um. Mário Simas, ISTOÉ, uma combinação fatal: careca e de cavanhaque, dá até dó vê-lo. Helio Gurovitz, Revista Época; mais parece um nerd que acabou de sair de um filme americano, aquele famoso bobão da classe. Alexandre Machado, TV Cultura, lembra aqueles velhos das histórias de terror. Renata Lo Prete, Folha de S.Paulo, toda maquiada lembrava mais uma vedete da década de 70, estava mais para jurada do Chacrinha. Ricardo Noblat, "Blog do Noblat”, esse aí é uma mistura forjada de Vanderlei Luxemburgo e Ziraldo, o cabelo branco e aquele olhar de malandro e o traje, lembra um velho carioca perdido em São Paulo.
Um outro sempre presente é o Diretor de Istoé em Brasília, Tales Faria esse, não sei de onde saiu, o cabra é uma mistura de filme de ficção com comédia bizarra americana. Não lembra uma pessoa, na verdade não tenho imaginação para tal palavra do que ele parece. Para terminar o apresentador Paulo Markun, convenhamos suas caras quando o entrevistado foge das suas perguntas e dá outra reposta, lembra um homem na espera do fuzilamento e quando falam mau do PT, o sujeito quer pular no pescoço do cidadão.
Escrito por Will e Sara às 15h29
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