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Mais um FORUM SOCIAL MUNDIAL...
Essa já é a 5º edição do evento, ainda bem que acontece no Brasil!!!!Acho que fóruns de discussões combinam com países latino americanos...não me pergunte por quê!!!
Gostaria de presenciar um evento desse porte, ao que indicam os dados, 100 mil pessoas foram para Porto Alegre.Acredito que nem só de hippies maconheiros ,revolucionários frustrados, ou pseudo- guevaras sobrevive o fórum...mas deve ser uma festa interessante
Dá pra acompanhar as últimas tendências em política, e as desse ano são boas:
Lula aplaudido ou vaiado? Qual discurso é mais legal adotar?
Bush e suas estrategias contra o terrorismo vem com tudo esse ano.
Hugo Chaves como novo "Simon Bolivar", é a grande aposta!!
Brigas do PSTU, PT, AJR , UJS e agora PSOL tambem estão sempre presentes...
E vocês , o que acreditam ser o discurso predominante desse ano?Lula é um traidor?
Escrito por Will e Sara às 10h38
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O Brasil para os brasileiros
Eu tenho uma regra. Uma regra elementar. Qualquer um pode segui-la. Funciona sempre. Quando a imprensa publica repetidas reportagens sobre o aumento do turismo brasileiros para os Estados Unidos, está na hora de juntar suas economias, ir correndo até o cambista da esquina e trocar tudo por dólares. Em seis meses, seu dinheiro terá dobrado e valor. Não há a menor possibilidade de erro. Outro dia, O Globo publicou uma reportagem dessas. Continha cinco sinais inequívocos de descalabro cambial: 1) Depois de dois anos, a loja de departamentos americana Bloomingdale’s voltou a exibir a bandeira verde-amarela em sua fachada. 2) Os vôos da Varig para os EUA estão com a lotação completa para os próximos três meses. 3) As escolas de esqui no Colorado agora oferecem cursos em português. 4) A Disney estima um crescimento de 17.2% de visitantes brasileiros em Orlando. 5) Uma vereadora do Partido Verde do RJ foi passar as férias com a família em NY e aproveitou para assistir à montagem do espetáculo A Gaiola das Loucas, na Browday. Trata-se da mesma vereadora cujo caminhão de som me acordou diariamente durante a última campanha eleitoral . Escute o conselho de seu amigo Diogo. Os números não batem. O real irá despencar. Ponha o carro à venda e compre dólares. Ponha o apartamento à venda e compre dólares. Depois me escreva agradecendo.
Não que haja algo de errado em querer viajar para os EUA. Pelo contrario. Quem nunca foi até lá deve pegar o primeiro avião e se mandar imediatamente. Entre viajar para os EUA e rodar pelo Brasil, é muito mais recompensador viajar para os EUA. O potencial turístico brasileiro costuma ser grandemente superestimado. Jamais seremos uma meta preferencial dos estrangeiros. O país tem pouco a oferecer. Só desembarcam os turistas mais desavisados. Ou então os que buscam sexo barato. O mundo está cheio de lugares mais atraentes do que o Brasil. Da Tunísia a Croácia, da Indonésia à Guatemala. Temos muitas praias. Mas nosso mar é feio. Turvo. Desbotado. Com despojos de esgoto. (Maresias). Pouco peixe. Peixe ruim. Chove demais. Chove o ano todo. Não temos monumentos. Não temos ruínas arqueológicas. Nossas cidades históricas são um amontoados de casebres ordinários e igrejas com santos disformes. Não temos o que vender porque não sabemos fazer nada direito. Não temos museus. Sou um pervertido, e teria o maior interesse em conhecer o museu da Base Área de Brasília, onde está exposta a taça de champanhe manchada de batom que dona Marisa usou na inauguração do avião presidencial. Mas como convencer um turista dinamarquês de que vale a pena fazer o mesmo? Nossas florestas estão sempre em chamas. Não sabemos comer. Desrespeitamos as normas básicas de higiene, contaminando os estrangeiros e a nós mesmos. Roubamos. Com um pouco de sorte, até matamos. O Brasil só serve para os brasileiros. A Embratur deveria parar de fazer propaganda enganosa sobre o país no exterior. Por falar em exterior, para onde vamos no Carnaval?
Diogo Mainardi, 26 de janeiro de 2005. A Veja é uma revista de merda, joga o jogo de quem está ganhando. Suas matéria são sempre destinadas contra aqueles que não atenderam seus pedidos $$$$$$$$$$$$. Mas esse colunista mostra a verdade de um país que está prestes a falir.
Escrito por Will e Sara às 17h49
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Sambandido ou Samba Bandido Morreu

A verdade é uma só o sambandido morreu e samba de bandido também. Os morros hoje choram e amanhã também chorarão. De tristeza pela morte de seu porta-voz, pela falência de seu mestre, por tudo. Bezerra da Silva, que como a Folha mostrou virou cult antes da palavra existir. E agora o que será da música do morro, do samba????? Hoje o morro/ favela é representado pelo Hip-Hop com suas letras fortes e realistas. E na graça da morena dançar, dos malandros cantarem, da comunidade aplaudir e perceber que existe alguém para defende-los. Quem fará esse papel? Como sabemos, o nosso samba está prestes a morrer, somente poderemos ouvi-los através de cd, mp3 e etc.... Onde veremos novos Bezerras, Dona Ivone Lara, Velha Guarda da Portela, Paulinho da Viola. Eles estão morrendo, a idade chegou e a sua renovação não vai existir. Poetas do morro????? E aí, ouviremos Revelações, Sem Compromisso, Exaltasamba entre outras da nova safra, que não falam nada e não dizem nenhuma coisa. Olha uma coisa o Fundo de Quintal também está ficando velho, não temos notícias de novos grupos sambistas. A Leci também está perdendo a sua força, no meio das comunidades. E o Rio celeiro do samba o que nos tem mandado, nada. Zeca é um caso a parte, ele já fugiu das raízes, mas continua um caso a parte, qualquer dia pode morrer, como cantava Bezerra “... Tem preto que come da branca/Tem branco que come da preta/Tem gosto pra todo freguês / Só não vale misturar/ Vai numa de cada vez, não misture o paladar/Que overdose de cocada, até pode te matar/.... é cocada boa, meu irmão..../
É isso aí, até nossos sambas enredos parecem à mesma coisa todos os anos. A verdade é uma só o Brasil está uma merda em todos os sentidos. Vamos aguardar ‘Malandro é malandro Mané é Mane”...
Escrito por Will e Sara às 10h53
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Domingo na favela
As pessoas andam, cantam, conversam e paqueram. O domingo é o dia do descanso, mas isso é exercício para preguiçoso. Ao raiar do dia, os pedestres saem para as ruas com a vontade de nunca mais sair de lá. Outros chegam cambaleando com o efeito do álcool ainda presente no organismo. Sete horas da manhã. Para muitos é hora de descansar, por isso é Domingo. Mais aqui em Heliópolis é diferente, o sétimo dia da semana, foi feito para aproveitar, muitos vão para o futebol, bares, igrejas, lanchonetes e para o cinema. Cinema, isso mesmo, a sétima arte também tem seu transmissor dentro da maior favela de São Paulo. Os habitantes desse Estado Paralelo também encontram a felicidade, pelo menos seus semblantes estão esticados e penetrantes. O sorriso de ponta a ponta funciona como algo cortante e frustrante. Ali no meio de 139.999 pessoas ela não é mais uma. E sim o João Modesto, morador vizinho do Abacate, chefe e comandante dos favelados. Isso mesmo cada um tem sua identidade paralela neste universo paralelo. Não estamos falando de universo cósmico e sim um universo dominado pelo poder dos moradores, mesmo que sejam traficantes, assaltantes, seqüestradores e outros contraventores. Algo interessante e dramático, “Aqui dentro ninguém rouba, pode deixar o carro com a chave no contato na rua a noite inteira! Mas vão roubar? Claro que não, se roubar morre. Como assim? Assim mesmo, aqui dentro não é lugar de roubar, todo mundo é trabalhador, até os manos, eles roubam, porque necessitam de dinheiro, como qualquer outra pessoa, e aqui dentro é assim mesmo, roubou morreu”. É assim que é. Então vamos voltar ao nosso passeio de domingo, em meio a 286 ruas, vielas e guetos, todas com nomes e algumas com sobrenome. Alguns contrastantes como a Rua Alegria, lá se encontra centenas de casas de ambos os lados. Algumas com mais de três andares e outras com o pé direito de apenas 1 metro e meio. E assim que é. Apesar do amontoado de casas, na mesma Alegria encontramos alegria e tristeza; dezenas de biroscas e duas quadrilhas. Isso mesmo um lado é dos traficantes, poderíamos chamar de pré-traficantes ou traficantes mirins, por causa da sua pouca idade e o outro lado é de assaltantes, todos sarados e tatuados. E assim que é. Num pequeno espaço terrestre encontramos a Alegria e tristeza caminhando juntas como irmã e irmão. Heliópolis tem duas características paulistanas, a primeira; a ausência do morro e a segunda; a globalização. Um terreno invadido por volta de 1968, tornou um local único entre as favelas brasileiras. Composta por nordestinos, japoneses, árabes, negros, brancos, amarelos, índios, ruivos tudo o que se imaginar em Heliopolis tem um pouco. No comércio encontramos, bares, supermercados, lanchonetes, até um MC Favela, copiadora, Lan House, estúdio fotográfico, centenas de salões de beleza, bazares e etc. Nos bares encontramos sempre o copo de cerveja e outros destilados transbordando em mesas de cartas e de bilhares. Gritos soam á morte? Não, é mais uma rodada de truco ou uma partida de bilhar que acabou e um favelado se considera um rei e o outro um perdedor. É assim que é. À noite de Domingo chega e os sorrisos não são os mesmos da manhã, somente do torcedor vencedor ou de alguma mulher amada nas vielas e quartinhos. As mulheres buscam alguns que perderam a hora no bar e a dose. Bêbados, felizes e tristes voltam para suas casas e suas mulheres os esperam com a comida na mesa. E a segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado passará e domingo chegará e as histórias se repetiram como as novelas e filmes de amor.
Escrito por Will e Sara às 22h24
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