Ácidos Diante dos Fatos
 

FOTOGRAMAS DO DIA A DIA

 

Telefone, água e luz cortados. A cesta básica ganhada de esmola de alguma bolsa-miséria está no fim. As roupas estão surradas. As crianças, duas, estão com as barriguinhas inchadinhas. Vermes. A mulher está depressiva, Josete, anda cansada, acorda cansada, não limpa mais a casa. E eu gordo, triste, sem dinheiro, um trabalho infeliz, estressante, rotineiro, hemorrágico. Josete não dorme mais comigo, depois que nasceu a Claudia, ela não tem mais tesão. Disse que o médico tirou o prazer da vida dela. Simplesmente ela não entende que somente foi uma cirurgia para ligar as suas trompas. Todos os dias ela fala que o médico tirou o prazer da vida dela. Sentar e gozar no pau do marido.

Pobre mulher não entende a vida como ela é. E eu fico por aqui, dormindo na cama de solteiro. As crianças são a alegria desse pequeno casebre. Dois cômodos que vivem quatro pessoas. Eu, Josete, Claudia e Marta. Essas pessoas comem todos os dias e bebem também. E eu trabalho somente em um emprego, meu trabalho é tirar fotos das pessoas que vão fazer a 1ª, 2ª, 3ª sei lá que via do RG aqui no Centrão. Eu arrendei uma máquina de um conhecido do meu irmão. Pago pra ele 700 paus  por mês, mais o aluguel, conta de luz, água, gás e a mistura. Tiro mais ou menos 1.500 paus, 700 eu tou pra o dono da máquina, 300 pro aluguel, sobra 500 paus, mais a bolsa-esmola que minha mulher ganha, vivemos com 550 paus mensais. Ah; também ganho uma cesta básica do traficante aqui da região, eles falam que é a Igreja que dá, mais eu sei que são eles; os trafica da quebrada.

Porque eu sei? Por que eu sou foda, já vivi com os caras eu sei tudinho como o sistema funciona. É moro na quebrada aqui do Jaraguá, extremo oeste, norte da capital, na verdade ninguém sabe que porra que é aqui. Mas sei lá é mais bonito falar que moro na zona oeste, próximo ao Pico do Jaraguá. Fazer o que, é a vida. O Pico é bonito pra cacete, pena que não tenho grana pra levar as minhas barrigudinhas lá em cima, deve ser lindo ver toda essa loucura que é São Paulo, mas também será que dá para ver todas as favelas da quebrada?

É complicado morar por aqui é muito morro, minha mulher vive reclamando que está com dor nas pernas, parece que é problema de varizes, está toda inchada e roxa as pernas dela. Mas o que eu vou fazer, não tenho grana nem pra comprar um pãozinho, o seu Souza da vendinha já está embaçando na minha, preciso pagar aquele velho português do caralho, pô o cara sabe que eu tou na situação e não vê. Mas não é da conta dele. Vou pagar logo mais, só deixa eu levantar a bala.

Como a Josete me enche o saco. Me cobra todo santo dia. Caramba você não vai melhorar de vida logo não, seus filhos estão crescendo e você aí na mesma. Qualquer dia eu vou perder a paciência e sair pelo mundo. Vai nessa que eu vou deixar você sozinho, por aí solteiro. Pra te fuder vou deixar as minhas filhas com o pai delas, você não foi bom,  pra literalmente me fuder e mandar me castrar, igual a um bicho. Tá bom, agora quero ver onde você vai ficar enfiando esse pinto mole. Cara você acabou comigo. É, a Josete é incompreensível e não entende que foi para o bem dela.  Agora fica regulamento aquele bucetinha gostosinha, só quero ver o que eu vou fazer, estou ficando de saco cheio de bater punheta, nem dinheiro pra ir na zona eu tenho. Porra a Josete não precisava jogar desse jeito.

Todo dia eu acordo as quatro e meia da manhã pra ir pro trampo. Sempre pego o primeiro trenzão vou no último vagão mesmo. Os manos são aliados, já passamos várias fitas juntos, mas eu hoje em dia tou de boa. Sei lá porque eu vou no último, deve ser o inconsciente que me manda para lá, tem dia que chego loucão no trampo, mas só de tabela. Ah, sei lá até sei porque eu vou lá, pôh, minha vida tá maior dificuldade, só reclamação, a Josete não me entende, caralho paguei maior grana pros médicos fazerem a ligação de trompa, e não ter mais nenhum pivete, será que ela não vê que a gente não tem condições de bancar mais ninguém, será que ela queria mais uma criança, será que ela queria um menino para me dar de presente. Você acha que eu ia avisa-la, sem chance ela não iria entender nada e ainda por cima era capaz de denunciar os médicos. Sei lá posso até perder aquela mulher, mas daqui pra frente tenho certeza que não vamos passar nenhum perreio por causa da gravidez. Ela tinha vontade de comer tudo, a mina ficou maior baleia, não sabia o que eu fazia pra mina parar de comer, comia um panetone com um pote de sorvete por noite. Cara pra pagar o cara da padaria foi embaçado, mais de 300 paus por mês de doces, sorvetes, chocolates. Foi foda, falei comigo mesmo, sem chance não dá pra bancar esse dragãozinho. Então foi rapidinho pra fechar com os médicos, dei uma idéia de louco na enfermeira que ela fazia o pré-natal no posto de saúde aqui do bairro.

Vixe a mina caiu na primeira idéia. A operação custa 3 mil reais e aí você topa? Chorei pra caracas e acabou saindo por um pau e oitocentos. Literalmente virei dos avessos pra pagar, cobri férias de um segurança que trabalha no prédio vizinho aqui do trampo. Pintei umas casas na favela vizinha de casa. Cara, não moro na favela, mas num cortiço que não é muito diferente, a diferença é que eu tenho que pagar água, luz e gás. Logo mais vou morar na favela de peito aberto. Foi assim só assim mesmo pra levantar um verba.




Escrito por Will e Sara às 16h12
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CONTINUAÇÃO

 

A Josete tá foda ultimamente. As crianças estão por aí, de manhã a Van vem pegá-las e leva-las para a escolinha da prefeitura e ficam lá o dia inteiro e aí a minha mulher fica o dia inteiro na cama.

Mas vamos pro corri, hoje é quarta-feira e o bicho vai pegar no trampo, espero atender um monte de nego e ganhar uma grana legal pra poder tomar uma e ir no jogo do Corinthians no domingo. O Timão é foda, só assim pra viver. Água, luz e o telefone a gente vê depois.

Escrito por Will e Sara às 16h12
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TRIBOS, TIPOS E MITOS - PARTE I
 
O HYPE - PSEUDO INTELECTUAL
 
Ele estudou cinema. Fez o curso em dez anos na USP. Nesse tempo também
cursou Letras. Aprendeu tudo sobre a cultura e a língua Russa.
Não tem emprego. Seus pais são japoneses e donos de um supermercado.
Ele nunca quis conhecer. Diz que não nasceu para os negócios.

Todo final de semana ele idealiza um roteiro de filme, cria uma banda
e diz que pensa em fazer uma exposição de quadros, por isso vai
começar a pintar na segunda feira.
Seus planos não dão certos por causa da ressaca de álcool e cocaína.
Namorou dois anos uma menina linda e lésbica que ficou com a vocalista
da sua nova banda EXPERIMENTAL.

Ele perdeu um grande amigo porque tentou beija-lo em uma festa. Tomou
um soco e foi parar no hospital. Aproveitou para fazer uma cirurgia no
nariz. Não contou para ninguém. O cara era o guitarrista da sua banda
alternativa com influência de Velvet Underground com Punk da fase 77 a
Julho de 78, que é a melhor fase Punk , o resto ele considera comercial.

Tem todos os instrumentos que uma banda precisa. Diz que foram
comprados em Nova York
Se identificou mais com o vocal, mas segura a guitarra durante o show.
Aliás , ele decidiu que a ideologia da banda seria não tocar nada e
apenas interpretar, e colocar um rádio com som alto
escondido atrás da bateria .

-       Não é play back!!!! – ele grita nervoso na mesa do Charmed, bar
preferido na Rua Augusta.

Explica que faz isso porque sua banda se inspirou em um movimento da
década de 70 no Subúrbio de Londres, conhecido como Flash Spirit Blind
Eyes.

Gosta de se vestir com gotic wear – pinta os olhos e as unhas de preto
e só vestes roupas escuras.
Não assiste filmes que tenham divulgação em outdoors, nem cartazes em locadoras.
Sempre anulou o voto. Esse ano não vai votar, nem se justificar.
Vai dar um tempo fora de São Paulo, ainda não sabe quando, mas depois
que largar o Rivotril.

 
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Escrito por Will e Sara às 09h10
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DEUSES E TEMPESTADES

A tempestade anuncia a destruição de um povo. Torres, monumentos, pilares, história. As construções são perfeitas e necessárias para a evolução que o homem faz do seu tempo. Deus com a sua presunção glacial e digna de um ser superior faz o trabalho altruísta. Quando o homem chega o mais próximo possível da perfeição um tormento natural há de acontecer e mostrar, exibir na face do ser que ele é uma criatura incompleta, imperfeita, inconsistente e egoísta. A busca pelo objeto perfeito é uma mostra da impertinência desse ser. A objetividade é um algo elementar para uma sociedade viver e passar as suas próximas gerações os seus conhecimentos adquiridos através dos seus antepassados. O nosso Brasil precisa de um tormento digno de tsunami gigante e único para acabar com esta gente cretina e desonesta que vive sobre este solo gentil.



Escrito por Will e Sara às 15h19
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 UM AVÔ E UM NETO

 

Nos idos de 1980 havia um avô, grande perto dos 2 metros de altura e próximo de sete décadas de vida e um neto de 80 centímetros e com míseros doze meses nascido. O avô um típico baiano, calmo, sereno e trabalhador, um neto arteiro, andarilho e danado. Os dois tinham algo em comum, se completavam. O avô corria com dificuldade física atrás da serelepe criança que ria como aquilo fosse a extrema importância de se viver.

 

Essa criatura conseguia distrair esse velho cansado após a sua refeição diária. Esse mesmo idoso, com suas mãos gigantes pegava esse neném e o colocava entre os braços e o transformava numa pequena aeronave. Mas o pequeno rapaz dispunha de uma energia tamanha que poderia ser equiparada com uma turbina de um pequeno jato. Corria, corria, para quase voar, mas também para passar por debaixo da cerca que separava a sua casa dos vizinhos orientais.

 

O avô ficava indignado com a rapidez e desenvoltura daquela criança de pouco mais de um ano de vida, que sabia o que queria a qualquer hora do dia. Corria, corria, caia, levantava e chorava. O avô conhecido pela sua calma e adoração pelos netos que seus filhos cismavam em presenteá-lo anos após anos, recebia esse herdeiro de braços abertos e feliz da vida.

 

Carinhoso e cuidadoso com o seu rebanho como um animal que defende a sua cria. Mas este neto que nasceste bissexto e das pernas cumpridas e tortas cismava em bailar com o avô no grande quintal. Lembrava o desenho animado de Tom e Jerry, o gato que corre desesperadamente atrás do pequeno roedor. A cena lembrava, mas o Jerry sempre se saia bem na história, mas aqui o Tom sempre conseguia o seu objetivo, pegar o pequeno e valente e acalmá-lo com uma nova tática: a palmada.

 

O homem que demorou três dias em cima de um Pau de arara para chegar na capital paulista, criou 10 filhos sem nunca ter levantado a mão, começou a perder a velha e boa paciência baiana.

 

A pequena criança não entendia a vida, apenas fazia o que o seu instinto primitivo mandava, mas na vida também existem crianças atentas, obedientes e calmas. Esse não era o seu caso, a vida parecia ser uma roda gigante de emoções e fugas desarticuladas.

 

O tempo passava e o velho sentiu um novo sentimento: o nervosismo. As palmadas e as palavras de ordem começaram a soar com maior freqüência. O alvo: o pequeno. A criança abria os pequeninos olhos puxados - ninguém sabe até hoje quem esse menino bissexto herdou esses traços – e não entendia nada. A família começou a estranhar as pronuncias exacerbada do velho contra o pequeno. O velho gritava, a criança corria, o velho batia, a criança sorria, o velho parava, a criança corria e passava na pequena entrada para o vizinho. Muitas vezes o pequeno ficava entalado na passagem secreta. O velho com a sua atenção especial o deixava ali por um certo tempo.

 

A mãe ficava na parte baixa do quintal familiar, a avó realiza as tarefas de casa, o pai trabalhava. O pequeno de pernas tortas tinha no avô a sua companhia e os primos mais velhos para se divertir na casa. Mas o pequeno cismava em se aproximar do velho para sentir aquele prazer de ouvir aquelas frases, na sua cabecinha aquilo deveria ser uma brincadeira ou parte do seu novo mundo.

 

O velho viveu poucos meses apo´s descobrir o novo sentimento e o menino ainda vive, mas hoje o menino não corre, não anda, não fala, o menino apenas se conecta no tempo e vive aquela historia de gato e rato ou do menino e o velho.



Escrito por Will e Sara às 16h45
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PENSEM NA MORTE

 

A morte é sempre um tema recorrente na hora do desespero. Devaneios surgem e se vão. A janela, o metrô, a arma, o tiro, a banheira são agentes potenciais. A ternura é um resquício de vida. No século XXI pouco se comenta dos suicidas, os atores, as atrizes, os cantores, os ídolos não tiram mais as suas próprias e perseguidas vidas. O delírio para ficar na eternidade não existe mais. Os sujeitos querem é curtir e viver numa boa. Os fãs são essenciais para essas almas. O ego é o seu grande coração. O seu órgão vital. A estrelice pede para a vida ser alimentada de fatos. As mais insanidades são realizadas para virar fato; notícia. Os homens queimam e gastam milhares de dinheiros na viagem da sua imagem para as casas alheias diariamente. Não só as casas, mas os escritórios, parques, cinemas,  lugares públicos e coletivos.

Escrito por Will e Sara às 17h55
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REAÇÕES PCCCIANAS

 

Imaginem esta cena:

 

– Você chega no cinema, compra o seu ingresso –  aí sempre dá aquela vontade de mijar.

 

        Você entra no BANHEIRO com o piso negro, cheiro de motel ouve o barulho da descarga e dá de cara com um PM saindo da cabine e arrumando o cinto (ele acabou de cagar).

 

        O cara olha para você em pânico –ele não lavou a mão ainda – pega o revólver e passa te encarando, mas firme e forte, segurando o trabuco.

 

       Você nessa hora pensa que a cena é surreal. Mas não é, o PM te encara e não dá às costas de jeito nenhum.

 

       Você vai em direção ao mictório e põe o seu trabuco pra fora e mija.

 

       O PM sai de fininho sem lavar a mão e fecha a porta ainda te fuzilando com os olhos.

 

       Você ri e simplesmente fala sozinho esse mundo tá perdido e o cara literalmente tá com a mão na merda.

Escrito por Will e Sara às 16h47
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ESPAÇO DAS CRIANÇAS PERDIDAS

 

Pedro correu em direção a bola. Gustavo parou e observou. No final de tarde a garoa insistia em cair. A bola rolava no campo de terra desde cedo. Aranha era o goleiro instransponível. Cebola o grande artilheiro. Incansável e imprudente. Girava em cima da bola. Lembrava um bailarino russo. Bolacha um negro gordo, jogava atrás. Tóia, magro, moreno, rápido e encrenqueiro. Completava o grupo de moleques. O objetivo: correr atrás da bola e se distrair, rir, curtir, aproveitar a infância. Essa também é a única maneira possível. O calçado é a sola gasta e dura dos pés pequenos, tamanho mais ou menos 35. Todos vivem a mais ou menos dez anos.

 

No instante que Pedro correu e Gustavo parou. Tóia olhou para Bolacha, que por sua vez também parou. O encontro entre as duas crianças foi rápido e seco. Bolacha nem se mexeu. Mas Pedro bateu com o peito no cotovelo do jovem menino gordo e negro. Cebola apenas, pôs as mãos na cabeça. Tóia gritou. Um grito estridente. Gustavo correu. Bolacha virou. Tóia se agachou e chorou. Pedro desfalecido tremia. Gustavo o acudiu. Bolacha também. Aranha sumiu. Cebola também. Tóia correu em direção a sua casa.

 

Tina chegou gritando e viu a terrível cena. Pedro no colo de Gustavo. Bolacha corria para um lado e para o outro. Tóia chorava em casa. Tina tirou o pulso do garoto inerte. Ele ainda batia. As pupilas estavam dilatadas. Bolacha desceu e chamou seu Chico. Tóia não conseguia falar. Gustavo foi parado pelo seu Chico. Eu acho que ele se foi. Como assim. Ele bateu no Bolacha. Mas por que? Foi do jogo. Vocês só fazem merda. Não foi culpa minha. Chico, pega aqui, não agüento mais. Oh, Tina você não precisava trazê-lo. Como não. Ele já se foi. Não foi não. Vixe Maria vamos correr. Gustavo estava tenso. Bolacha parecia um fantasma. Tóia estava descabelado e mudo. Tina eufórica com o resgate. Chico desceu com Pedro no colo, pediu para o Ademar abrir o carro. Eles se foram.

 

Seus filhos da putas. O que vocês fizeram? Eu não fiz nada, Gustavo e Bolacha responderam. Tóia ficou mudo. Fala seu moleque atentado. Pode falar se não o chicote vai estralar para o seu lado. Uuuuuuuu. Fala sua peste. O que você fez. Uuuuuuuu. Você está doida Tina. Ele não consegue falar. Caralho é verdade. É sua anta. Vamos pro hospital. Tina desceu as escadas e chamou Arcanjo. Vamos levar o Tóia para o médico. O que ele tem? Não fala. Como assim? Vamos porra. Lá se foram. Tina, Arcanjo, Tóia, Gustavo e Bolacha. O que esse moleque tem. Vai, me fala. Isso mesmo sua besta. Não percebeu. Ele não fala. Uuuuuuuu. Uuuuuuuu. Calma, já estamos no hospital.

 

Vixe, Bolacha não é o Pedro na maca. É. Nossa ele está azul. Não, está verde. Pô ele vai morrer. Cala boca pivete. Vai nada. Como você sabe Tina. Porque eu sei. Uuuuuuuuu. Seu Chico como ele tá? Ah menina, não sei. Ele acordou, mas não conseguiu falar. Vixe tá igual ao Tóia.

Tóia chega próximo. Pedro olha pra ele. Os dois se observam e parecem conversar com os olhos. É dizem simultaneamente. Cadê a bola!

Escrito por Will e Sara às 15h58
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POBREZA+ EXIBIÇÃO = ENTTRE OS MAIS VENDIDOS

 

 

Atualmente a favela causa duas emoções nas pessoas: a) aí que lindo, é maravilhoso nesse espaço todos vivem é ainda conseguem sobreviver, eu não conseguiria viver assim. b) Puta que pariu, só podia ser favelado mesmo. Eles não respeitam ninguém. Muitos menos a vida dos demais, por mim, nesse lugar poderia ser instalado um campo de concentração, essa é uma maneira de exterminar e aniquilar todos esses pobres e pretos.

 

Pode ser exagero, mas muitos andaram falando isso nos dias passados. A favela e os favelados foram tema de discussão. Eles ocuparam 58 minutos preciosos na Globo, foi feito um programa quase para os pobres. Se não fosse os ricos e poderosos por trás. Bill trouxe a discussão à tona, “Tinha que mostrar para ver se acontecia algo”. Aconteceu literalmente, o seu livro está entre os mais vendidos da Veja. E aí dos 16 falcões, 1 está vivo, mas não pode voar além da grade e do muro que o separa da Liberdade. E aí, a dona da Daslu adorou a idéia de investir no social, e fala de boca cheia “tenho três projetos sociais, financio a inclusão social. A minha parte eu fiz”, é assim que as coisas ficam bonitas para a mídia. Bill e Daslu sentado na mesma mesa, isso é inadmissível para os pobres e pretos que sofrem a discriminação no país preto e pobre como o Brasil é.

 

A desigualdade é uma arma apontada para a cara da nação. Alguns usam escudos outros utilizam a hipocrisia. Mas, é isso, assim caminha a humanidade e a desigualdade é mais uma invenção dos brasileiros utópicos e bobôs, esperto é os fulanos que usam a pobreza como atividade física e conciliada para fins lucrativos. A moral é um elemento que morreu, no país dos plebeus e burguês que mata eu e você para comer o seu manjar de ANIQUILIS SECUNFGI. A ética é igual a máquina de gás mortal, onde a inspiração serve para a reação que movida pela excitação a  única e esperada por todos. A ética é um instrumento para poder pedir para as criancinhas uma vida mais digna e honesta. A ética é uma palavra abolida do dicionário brasileiro, por isso eu a utilizo como um signo semiótico e polivalente de covardia e tristeza.



Escrito por Will e Sara às 21h05
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A política e a mídia cercadas pelo conservadorismo

Organização da Igreja Católica está presente em alas poderosas da sociedade

 

A filosofia complexa e secreta que cerca a prelazia da Igreja Católica, Opus Dei, deixa de ser silenciosa para alcançar discussões e trazer à tona opiniões altamente inflamáveis. De uma só vez ex - membros da “Obra de Deus” (Opus Dei em latim) resolveram contar sobre os rituais até então misteriosos, e mais, a notícia que o governador Geraldo Alckmim, possível candidato à presidência pelo PSDB, recebe conselhos de um membro da organização ultraconservadora, vieram ganhar destaque e dar chance a diversas interpretações.

 

Como se não bastasse, estudiosos tentam explicar o porquê da Opus Dei estar ligada aos cursos de capacitação de editores e jornalistas de diversos meios de comunicação, o Master em Jornalismo – Gestão de Empresas de Comunicação. É o diretor do curso, Carlos Alberto Di Franco quem aconselha o governador de São Paulo, onde nas reuniões também estão presentes empresários, advogados e o influente João Guilherme Neto, vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo).

 

O fato da Opus Dei ter ido parar na mídia, muito se deve ao Best Seller de Dan Brown, Código da Vinci. Ainda que seja uma obra de ficção mostra os membros da organização capazes de assassinatos para manter segredo, além de deixar claro as relações com o poder que ela possui. Mas, a reportagem de capa da revista Época publicada em janeiro que traz a chamada “Os segredos da organização mais poderosa e influente dentro da Igreja Católica” chama a desconfiança de que não tenha sido produzida para matar a curiosidade de milhares que leram o livro, mas sim, para aquecer a guerra da sucessão presidencial.  

Como José Serra e Geraldo Alckmim travam uma silenciosa confusão dentro do partido para a candidatura a presidência, a matéria de doze páginas é vista como uma forma de colocar José Serra à frente para representar o partido.

 

Afinal, porque tratar a Opus Dei como um fator de perigo para um candidato à presidência, ou como algo que lhe desabonasse?

 

A organização católica foi criada em 1928 pelo espanhol Josemaría Escrivã de Balaguer, que após 27 anos de sua morte foi canonizado pelo Papa João Paulo II. Seu livro “Caminho” é o mais conhecido.

A missão dessa organização é promover entre os cristãos uma vida coerente com a fé, com ensinamentos, doutrinas, rituais, voto de castidade, obediência e pobreza. Dentre os membros existem os numerários, que são pessoas praticantes do celibato, vivem no centro da instituição e praticam as rezas e os rituais estabelecidos, e também os supernumerários que podem casar, ter filhos e patrimônio.    

 

Os rituais de santificação vão de chicoteadas uma vez por semana e diariamente o uso do cilício, uma espécie de cinto que aperta as coxas. Como acredita o fundador o sofrimento é algo necessário para a santidade e o mal estará sendo extinto por conta de abundância do bem.

 

Suas práticas consideradas ultraconservadoras podem ser entendidas como uma volta a valores ultrapassados de moralidade, alienação pela culpa, e ainda, o desejo pelo silêncio. Por conta disso, a atração do governador Geraldo Alckmim pelos ensinamentos e orientações deixadas por Escrivã, é vista como um possível problema de direção para o país.



Escrito por Will e Sara às 09h25
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Sem rumo

O povo se vê decepcionado com a esquerda representada pelo PT no Brasil, pois atraídos por ideais liberais e de direita, deixou seu discurso cair na incoerência. O PSDB, que tendia para a social democracia e também fez alianças partidárias, estabelecendo políticas muito pouco voltados para questões sociais. E ainda, existem os planos econômicos como o Plano Real que traz estabilidade, mas prejudica as classes econômicas menos favorecidas. Com tudo isso, houve uma seqüência de frustrações e um clima de instabilidade.

 

Essas políticas que deixam a desejar desgastam as massas e as manifestações de insatisfação. Dessa forma, o poder acaba caindo na mão da extrema direita, que pode levar a um regime de despotismo ou ditarioal nenhum pouco condizente com os valores do século XXI. Essa teoria leva os estudiosos a pensarem sobre o quanto a sociedade está perdida diante dos ideais.

 

A relação de um presidente com a organização é vista também como uma forma de aliança, já que aproximações com a direita rendem mais apoio de partidos e um círculo de pessoas poderosas, como a Opus Dei é reconhecida.

 

Na mídia

Como já citado, as opiniões que chegam ao público por meio de revistas e matérias sobre a Opus Dei são bastante diversificadas. De um lado os dissidentes mostrando em publicações seu claro arrependimento por ter se envolvido com os rituais e doutrinas, de outro os membros que a seguem demonstram claro respeito e obediência a Obra.

 

Um dos representantes da obra e seguidor de todos os seus preceitos é o jornalista Carlos Aberto Di Franco, o então conselheiro do governador e diretor do curso Master de Jornalismo, que atrai jornalista de diversos meios de comunicação. Bastante influente Di Franco apresentou recentemente um seminário sobre Cobertura Jornalística durante as eleições.  

Mesmo o curso sendo focado apenas em questões éticas, não se pode esquecer que a Opus Dei prega o silêncio. O que não impede que a mídia influenciada pela organização em cursos de formação e palestras deixe de lado a desejada transparência e imparcialidade.

 

 Exagero ou não, no Brasil existem apenas 1700 membros da Opus Dei, mas ela está infiltrada em uma parte importante na mídia – a formação dos editores (os manda – chuvas da imprensa) e na política mesmo que na forma de aconselhamento espiritual.Ou seja, política, religião e a mídia caminhando juntas e com ideais de conservadorismo extremo.

 



Escrito por Will e Sara às 09h24
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Da periferia para o pau de arara

 

  

Nascer ou crescer nos extremos da cidade de São Paulo é uma tarefa difícil. As primeiras barreiras são com a educação, transporte e moradia. Muitos pais de famílias são desempregados ou vive de sub-empregos, a renda per capita é baixíssima. Crianças são mandadas para as escolas públicas muitas vezes para saciar a fome e poucos têm condições de levar ou absorver o pouco de conhecimento passado. Imagine essa cena na década de 60, onde o País passava por uma fase de crescimento econômico e uma onda tsunamica de migrantes brasileiros vinha em direção do sudeste do país.

 

 

 

O mar de gente desembocava em condições mínimas – cultural e profissional – deslocavam para os extremos da cidade para sobreviver. Nesse período o País viveu umas das fases mais escuras e conturbadas. A Ditadura Militar se instalou e o período ficou conhecido como anos de chumbo. Os militares tomaram o poder em 31 de março de 1964 e permaneceram no poder por longo e sombrios 20 anos.

 

 

 

O que um jovem da periferia tem a haver com esse período, parece impossível mais isso aconteceu. Esse jovem tem nome e sobrenome e uma difícil e dura historia de vida contada no livro Náufrago da Utopia, vencer ou morrer na guerrilha. Aos 18 anos (Geração Editorial , 304 págs.).

 

 

A coluna revolucionária brasileira era formada por jovens bem vividos, filhos da classe média e alta brasileira e estudantes de colégios particulares e da Universidade de São Paulo, a elite intelectual da época. Os estudantes secundaristas tinham a sua participação, mas através de colégios nobres. O que restou para os colégios públicos foi à condição de soldados subordinados e linha de frente de tarefas também secundárias, e Celso um garoto de apenas 18 anos, morador da zona leste, filho único, entra a fundo na história passando de um pequeno colaborador para um dos personagens mais importantes do período negro brasileiro no curto período de 1968 a 1970.

 

 

E o pior de tudo, Celso Lungaretti carregou durante 34 anos a alcunha de delator do movimento, principalmente por causa das críticas do capitão Lamarca na época. Tudo por causa do depoimento dado a imprensa, depois de meses de torturas cruéis e um tímpano perfurado. O garoto veio a público dizer que viver na guerrilha não valeria a pena, ele renegou e foi renegado durante esse tempo pela esquerda brasileira. Mas em 2004 esse engano histórico veio a tona, as palavras que Celso proferiu durante esse tempo que ele renegou a revolução porque foi acuado e fragilizado pela tortura sofrida, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça provou através de documentos secretos dos militares que as palavras de Celso eram verdadeiras e ele deu o depoimento acuado e não delatou ninguém sob tortura, mas não resistiu a extrema violência física e psicológica dos militares.

 

 

A tortura foi uma das grandes armas dos militares e Celso conseguir exibir nas páginas do livro o retrato histórico de um tempo que o pau de arara foi o grande instrumento de correção. Celso como muitos garotos da periferia tinha um sonho de ter uma vida melhor, mas o sonho ficou recluso, mas as suas memórias serviram para lembrar de uma época que muitos preferem esquecer.

 

O livro também é um relato histórico e mostra que os guerrilheiros brasileiros encararam um grande e difícil inimigo: o ego, além da falta de experiência militar dos jovens escalados para lutar armados. Na verdade à esquerda de nomes como Jose Dirceu, Geraldo Vandré, Marighela, Genoino e Lamarca nunca conseguiram se unir para tentar derrubar a ditadura imposta pelos militares. Já os militares vieram unidos e quase aniquilou os grupos revolucionários.

 

Náufrago da Utopia é um grito entalado na garganta de um jovem que sofreu para mudar o rumo de um País aos 18 anos. As palavras são sensatas e poéticas que exprimem o sangue e a dor de quem viveu e sofreu com os anos de chumbo.

Escrito por Will e Sara às 11h02
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COMO ELES SÃO FEIOS

 

Todos falam que os nossos políticos são seres feios, primeiro porque a maioria rouba o povo e segundo é porque são assombrosos mesmo. Muitos são velhos, barrigudos ou bregas e as mulheres então meu Deus aja falta de bom senso em usar certas – na maioria das vezes - roupas velhas ultrapassadas e fora de moda, um exemplo Zélia Cardoso de Melo, oh mulher feia. Agora para se ter uma idéia a “musa” do congresso é a cabra-macho Heloisa Helena convenhamos ela não tem nada de atrativo, também com Ideli e Zulae Cobra na disputa, o páreo ficou fácil.

 

Mas hoje eles não são o motivo das palavras, mas sim a turma que escreve e entrevista esse pessoal todo – os jornalistas, vou citar alguns exemplos que passaram e sempre estão presentes nas cadeiras do programa Roda Viva, eles, os famosos e ocultos profissionais que trabalham nos bastidores do poder.

 

Ontem o entrevistado foi o ex-presidente FHC e na bancada estava Merval Pereira, do O Globo, com poucas perguntas, mas o sujeito é muito feio, o bigode parece mais uma taturana. Depois, Carlos Marchi, O Estado de S.Paulo, ele parece mais um político, rechonchudo, baixinho e marrento, assusta qualquer um. Mário Simas, ISTOÉ, uma combinação fatal: careca e de cavanhaque, dá até dó vê-lo. Helio Gurovitz, Revista Época; mais parece um nerd que acabou de sair de um filme americano, aquele famoso bobão da classe. Alexandre Machado, TV Cultura, lembra aqueles velhos das histórias de terror. Renata Lo Prete, Folha de S.Paulo, toda maquiada lembrava mais uma vedete da década de 70, estava mais para jurada do Chacrinha. Ricardo Noblat, "Blog do Noblat”, esse aí é uma mistura forjada de Vanderlei Luxemburgo e Ziraldo, o cabelo branco e aquele olhar de malandro e o traje, lembra um velho carioca perdido em São Paulo.

 

Um outro sempre presente é o Diretor de Istoé em Brasília, Tales Faria esse, não sei de onde saiu, o cabra é uma mistura de filme de ficção com comédia bizarra americana. Não lembra uma pessoa, na verdade não tenho imaginação para tal palavra do que ele parece. Para terminar o apresentador Paulo Markun, convenhamos suas caras quando o entrevistado foge das suas perguntas e dá outra reposta, lembra um homem na espera do fuzilamento e quando falam mau do PT, o sujeito quer pular no pescoço do cidadão.



Escrito por Will e Sara às 15h29
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Mais um...

Mais um Big Brother ( já é o 6º!!!). Será que precisamos mesmo saber como pensam e se comportam pessoas como aquelas quando se relacionam e ficam presas!!!

Dá audiência é? Que beleza!!!  Para nós é mais uma bobeira combinada...sem nenhum protqagonista, antagononista , bonzinho , mal( o pior tenta ganhar R$ 1 milhão de toda as formas , quem não faria!!!)

 Temos uma idéia: colocar nossos candidatos das próximas eleições par apresidente em uma casa trancafiados...

As pessoas votariam com mais firmeza e ainda aceitariam pagar por isso!

Como seria Garotinho  com aquela hipocrisia de bom moço? E o Lula tentado provar que ainda é uma boa pedida para ganhar? E o PSDB com a mesma fórmula "laranja mecânica"?

 

 

 



Escrito por Will e Sara às 21h11
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TRÂNSITO FRENÉTICO

 

Morar em São Paulo têm as suas vantagens. É capital financeira do país, tem um tipo de comida a cada esquina, a cidade não dorme. As habitantes não se conhecem, os vizinhos pouco se comunicam. Há internet por todos os lados, as barreiras geográficas são quebradas, as viagens acontecem da sala de casa e outras vezes de dentro de um quarto e numa balada. Drogas lisérgicas, proibidas, liberadas, da moda ou do vicio são freqüentes em casas, clubes, igrejas e por todos os cantos. Mas de 10 milhões de pessoas vivem sobre o mesmo solo, ou teto, ou pior ainda nos muros, nos cantos, nas pontes, nos guetos, nos morros, nas favelas horizontais ou muitas vezes nas verticais. O BNH não é mais dos pobres e sim o Cingapura, poderia dizer Paquistão têm mais a ver. Obras eleitoreiras são a cara desde lugar, conhecido por ser a terra da garoa, mas que atualmente a garoa que cai do céu e mais forte e mais bruta do que antigamente. A temperatura amena deu lugar a um caldeirão do Diabo. 33 graus é um tempo quente insuportável para os pobres, pois, na segunda-feira 15 horas da tarde a parque do Ibirapuera recebe a corte-nobre para receber raios solares. As marcas de biquínis são iguais as freadas dos carros nas ruas, avenidas, vielas da cidade, todos param para ver. Mas nunca perguntam o porque. É o tempo, aqui em São Paulo, o tempo é diferente da cidade do oeste do Piauí, os minutos são contados por centésimos. Sempre é horário para trabalhar, correr, comer, beber e transar. Os horários somem como a marca do biquíni e se acabam como o sorvete de morango com chocolate. O trânsito é frenético e impetuoso todos os dias, alguém vai pagar por causa do seu erro. Ao comprar um automóvel você terá a certeza que fez a maior burrada da sua vida. Aquele monte de ferro e borracha vai acabar com o limite do seu cartão de crédito, com a sua conta corrente e com a sua saúde. A trânsito mata de todas as formas, atropelado, acidente, nas ferragens e no stress. O tempo que sobrava antes de um encontro amoroso era desperdiçado comprando um chiclete ou batendo um papo com o senhorzinho da esquima. Hoje, esse tempo é gasto no celular com a explicação: Não sei o que aconteceu mais parou tudo por aqui. Vou me atrasar um pouco, hein.    

Escrito por Will e Sara às 22h56
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